Caro Ivo*, li em seu texto que você diz ser temerário acreditar em Criacionismo e que isso é pura religião.
Acredito ser mais temerário ainda julgar algo que não se conhece, desconsiderando postulados científicos reais. Não defendo uma linha ou outra, não sou cientista, mas, para criticar, temos que SABER do que se trata.
Triste o relato que você contou, do guia desinformado, que passava fatos distorcidos para frente mas é exatamente isso que é feito aqui nesta seção, pois você diz “teorias mais comuns que PERCEBI” sobre Criacionismo e não as “teorias que INVESTIGUEI” sobre o tema.
Isso muda tudo.
A teoria de Darwin pode muito bem ser aceita por qualquer pessoa, desde que discutida como o que é: uma TEORIA.
Até porque, entre o Big Bang e o Criacionismo, nenhum homem estava lá para confirmar o fato.
O que temos é investigações científicas e mesmo a LEITURA destas, pode variar de acordo com a cosmovisão de quem a interpreta.
Exemplo: a radiação de fundo do espaço sideral pode ser medida. Essa informação não nos diz nada mas temos duas formas de ler:
1. se ela está esfriando – fruto de uma temperatura inicial grande, como uma explosão e agora atinge temperaturas baixíssimas;
2. se ela está esquentando – fruto da emissão de calor das estrelas, sóis e supernovas que emitem energia e calor ao espaço.
Se esfriou, demorou 13 milhões de anos, o que pode indicar um Big Bang ou coisa do tipo.
Se esquentou, pode indicar um início completo e recente, cerca de 10 a 15 mil anos.
Isso só mostra como a FORMA como vc lê influencia o assunto pesquisado.

Devemos sim investigar e tratar a ciência como a busca da verdade, não um ponto de vista a ser defendido, como se a verdade precisasse de muletas ou coisa assim.
Assim como critica-se a irracionalidade de pessoas em relação a religiões que explodem outros seres humanos e si mesmos, não devemos defender pontos de vista estáticos e distorcidos mas buscar a verdade que encanta o verdadeiro homem ou o cientista honesto.
Até logo e boas investigações.
* nome fictício.

